Pais adotivos de uma menina negra denuncia Starbucks por racismo ao ter filha confundida com “esmoleira”.

De um passeio familiar, para a frustração do racismo institucional.

O casal de Curitiba passava o final de semana em São Paulo, juntamente com seu filho biológico de três anos e sua filha adotiva negra, de onze anos. Quando se dirigiram ao Starbucks, localizado na Alameda Santos para saborear um café, enquanto o casal buscava os pedidos, a filha se direcionou ao toalete. Após sair, foi abordada por um segurança, que bruscamente a retirava do local, segundo o casal, ela havia sido confundida com um pedinte.

“Ele nos disse que um cliente reclamou dizendo que pedinte não podia entrar. Falei que era nossa filha e perguntei quem era o cliente. Ele mudou e falou que foi a gerente e que estava cumprindo ordens. Comentou, inclusive, que chegou a olhar para o lado para ver se tinha algum casal de negros que poderia ser pais da criança, mas não viu ninguém.” Diz a mãe, Tatiane Timi ao tirar satisfação com o segurança que afirmou está fazendo nada além do seu trabalho.

O casal expressou a indignação acionando a polícia para registrar o caso e advogados para entrar com uma ação criminal por injúria racial e racismo contra a loja.

Discriminação racial na #StarbucksNo sábado passado na #Starbucks da Alameda Santos, o segurança tentou retirar nossa…

Posted by Jorge Ribas Timi on Saturday, July 22, 2017

“Nossa filha nasceu do nosso coração e você não imagina a dor que sentimos com esta atitude de racismo e preconceito. O segurança pegou no braço da nossa filha e disse que ela tinha que sair e que o lugar não admite pedintes. Imagine como nossa pequena ficou. Em choque, não conseguia se mexer.” Conta Tatiane.

Sombra atormentadora

“Por que fizeram isso comigo mãe?”

Dentro de toda criança apta uma pureza única, a filha do casal teve a sua infringida após o ato sofrido, e consequentemente padece internamente com dor da rejeição.

A mãe da menor, diz que tem sido muito difícil a superação “Estamos tentando distraí-la, mas ela está com dificuldades para dormir e comer. Pergunta o tempo todo por que fizeram isso comigo?”.

Respeito/ igualdade será pedir muito?

“Isso é racismo, vamos até as últimas consequências”. Reforça Tatiane.

A tonalidade da pele não faz um ser mais humano que outro nem tão pouco menos, o sangue que corre nas veias de um tem a mesma tonalidade do sangue que corre nas veias do outro.  Por que tanta desigualdade e desrespeito?

Por Victória Costa 

Editora da Organização Carioquice Negra, afro empreendedora no Projeto Turban3gas e Graduanda em Serviço Social na Universidade Estácio de Sá.

 

 

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