Negros e pardos são os que mais morrem pela polícia no rio de Janeiro

 

 

“Corpo de negro no chão…

Corpo de Negro na mão da polícia, daqui a pouco

Vem, chega a notícia de que seu filho morreu…”

 

Música: Genocídio Negro

Composição: Amanda Martins

  

A polícia do Rio de Janeiro matou, aproximadamente,1227 pessoas,entre março de 2016 e janeiro de 2017. O UOL obteve dados através da Lei de Acesso á Informação que mostram que  a cada dez mortos, nove são negros ou pardos.

 

 “Genocídio significa a exterminação sistemática de pessoas tendo como principal motivação as diferenças de nacionalidaderaçareligião e, principalmente, diferenças étnicas. É uma prática que visa eliminar minorias étnicas em determinada região.” – Significados

Durante este período, 581 pessoas mortas foram identificadas como pardas , 368 negros e 141 brancos. Ainda não há informação sobre o perfil racial de 137 casos.

Segundo os números fornecidos pelo Instituto de Segurança Pública, baseado nos registros  de ocorrência da Polícia Civil, igualmente apresentam grande números de jovens negros ou pardos mortos.- dos casos apurados,metade tem até 29 anos e 108 pessoas tinham até 18 anos, aproximadamente.

A juventude negra está sendo exterminada, no Rio de Janeiro, como bem provam as estatísticas. Ao contrário do que muitos afirmam, a problemática está para além do sistema penal brasileiro e a redução da maioridade penal não trará solução.

O estudo mostra que homens, negros, jovens e com baixa escolaridade são as principais vítimas de violência no Brasil e o comandante dispara:

Na cabeça das pessoas o grande inimigo público é o traficante e se combate empurrando a polícia para o enfrentamento.”

Assim a PM, que não investiga, já que isso fica a cargo da Polícia Civil, vai procurar mostrar serviço onde ela possa encontrar alguém e não precisar de um inquérito, de uma investigação. Onde ela possa atuar visualizando”   Disse o ex-comandante da PM, o coronel da reserva Ibis Pereira da Silva.

O racismo, a falta de eficácia das políticas públicas existentes, a precariedade da educação e recursos humanos, explicam, inicialmente, as mortes de tantas pessoas negras e pardas. Coincidência? Ou a cor da pele é requisito básico para matar no Brasil? A reflexão é fundamental para que as mudanças positivas possam surgir.

 

 

Informações UOL.

 

 

Por Amanda Martins

Graduanda em Direito na Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio,Pesquisadora em Energia no Núcleo de Pesquisas Brasil-Chile, Editora, membro da Organização Carioquice Negra, escritora, cantora e compositora

 

 

 

 

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