O “Nós por nós” precisa ser real para avançarmos

O amor não paga contas

 

As redes sociais estão repletas de hastags e muitas delas são #ubuntu , #nóspornós , #tamujunto  e elas soam muito bem na web, mas não possuem vida fora dela.

Ultimamente, o que mais se ouve e  lê, são reclamações de afroempreendedor de vários segmentos, que estão tendo dificuldades para avançar em seus negócios por não terem apoio de seus irmãos, que muitas vezes deixam de comprar um produto ou serviço alegando ser caro, mas esse mesmo irmão, vai a uma loja de roupas elitizada e compra sem culpa, pagando ,muita das vezes, um valor superior ao produto ou serviço ofertado por um afroempreendedor que está na luta, batalhando para a vida melhorar, que tem contas para pagar, e um negócio para tocar.

Muitos pedem desconto, reclamam que está caro, e usam a irmandade para conseguir um abate, um fiado ou um de “grátis”, ignorando que do outro lado há um irmão a batalhar.

 

Afroempreendedor

 

O Afro empreendedor trabalha com amor, mas amor não paga contas, e esse é um dos motivos pelo qual, devemos respeitar e valorizar o trabalho do outro. É o ganha pão dele, são muitas noites em claro, horário para iniciar sem saber que hora termina, sem saber se haverá movimento, sem saber se será recompensado pelo o que investiu.

Não estamos habituados a tratar os nossos como eles devem, mas precisamos!

Os direitos nas relações de consumo com os nossos irmãos, devem ser os mesmos existentes nas nossas relações de consumo com a branquitude, pois, para exigirmos respeito do outro, precisamos fazer o respeito habitar entre nós primeiro e a palavra é VALORIZAR!

Os nossos passos vêm de longe, no entanto, de onde eles vêm, a união, o respeito, a valorização, o pensamento coletivo, são existentes e foi a união dos donos desses passos que permitiram nossa existência.

Sabotar nossos irmãos não nos garante sucesso e não podemos nos esquecer que a luta que nos une é uma só!

Precisamos caminhar juntos, estender a mão para quem está no início da caminhada, incentivar quem está no meio do caminho e enaltecer quem chegou ao topo de onde almejou.

Quando aprendermos, de fato, a lutarmos juntos, ajudando uns aos outros, cada um em sua especificidade, mas estendendo a mão ao outro, oferecendo ajuda, pagando o justo por um produto, por um serviço, cumprindo o combinado, assumindo responsabilidades, agindo com honestidade, assumindo erros procurando aprender com eles e crescermos com os mesmos, além de honrar com a palavra  dada, e, sim, ela vale ouro e o combinado não sai caro, então, assim, vamos estar dando passos rumo ao avanço.

 

 

Não se faz um discurso se não almeja cumpri-lo!

A união faz a força, mas ela precisa existir!

 

Por  Amanda Martins

Graduanda em Direito na Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio,Pesquisadora em Energia no Núcleo de Pesquisas Brasil-Chile,editora, membro da Organização Carioquice Negra,escritora, cantora e compositora.

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