Advogado foi preso por injúria racial no Aeroporto de Belo Horizonte após entregar banana à atendente da Azul Linhas Aéreas.

No dia 04 de Agosto, no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, localizado no município de Confins em Belo Horizonte, um advogado foi detido após ser flagrado praticando um ato criminoso de injúria racial, contra uma funcionária negra da Azul Linhas Aéreas Brasileiras.

Genesco Alves da Silva logo depois de ter um desentendimento durante a realização do checki-in, retirou da mochila uma banana e ironicamente deu a atendente que ficou em estado de choque.

“Retirou uma banana e me deu, falando que eu tinha esquecido. Aí eu fiquei, na verdade, em estado de choque. Porque, principalmente, no século que nós vivemos a gente ainda viver, ainda ter que ter esse tipo de situação.” Conta a vítima Aline Campos.

Aline ao sentir-se fortemente ofendida denunciou o fato à gerência, que imediatamente acionou a Polícia Federal. O advogado foi preso prontamente retirado do voo, que seguia para Corumbá, Mato Grosso do Sul sendo encaminhado para a Delegacia de Vespasiano.

“A interpretação, acho que é óbvia para qualquer um, para qualquer uma pessoa que estivesse recebendo. Ele estava me tratando de uma, ele estava tratando como um racismo. Eu, na verdade, não pedi a ele nada” Diz a funcionária muito abalada e indignada.

Ainda no momento da prisão, Genesco havia se apresentado como advogado, porém, a Ordem dos Advogados do Brasil – Minas Gerais (OAB-MG) negou que ele seja advogado e complementou expondo que ele já possuiu uma inscrição como estagiário, na qual teve o registro cancelado.

O falso advogado negou que tenha praticado o ato racista e diz que tentou ser “agradável” com a funcionária. “Eu não consigo vincular essa história que o policial disse pra mim, entre banana e a cor da pessoa. Eu não tenho essa visão porque eu não moro no Brasil. Tentar ser agradável. Agora, esse é o meu jeito. Eu não vou mudar por causa disso. Eu ofereço às pessoas essas coisas.”

O criminoso teve sua liberdade ainda no dia, após pagar a fiança de R$3.000,00, deixando bem explícito que a injustiça prevalece. Ofende uma mulher negra, causa abalos psicológicos, tira a dignidade da trabalhadora e sai impune diante da situação.

Com muita resistência, Aline faz um boletim de ocorrência. É aberto um inquérito para a investigação do caso. A companhia aérea por meio de nota diz está prestando toda assistência à funcionária e que não irá se posicionar para não afetar o inquérito policial.

Por Victória Costa 

Editora da Organização Carioquice Negra, afro empreendedora no Projeto Turban3gas e Graduanda em Serviço Social na Universidade Estácio de Sá.

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