Vire a chave com o Coaching da Cor

Dê vida ao seu negócio

Mulher negra, dotada de um sorriso cativante e energia elevadíssima…

Rô Amonet foi a entrevistada desta semana, pelo Carioquice Negra.

Nascida em Belo Horizonte- MG, é filha caçula de uma família com mais 3 irmãos. Com dois anos de idade, veio morar no Rio de Janeiro com a família, pois, naquele momento o mercado de trabalho era mais promissor para o seu pai que é músico, trombonista profissional.

Os pais tiveram uma infância pobre, com pouco acesso ao estudo acadêmico, porém visionários, ricos em sabedoria, munidos de valores que lhes foram repassados por seus pais, com coragem, atitude, determinação e muita vontade de vencer, decidiram fazer da cidade maravilhosa, a sua morada permanente. Foi então que puderam possibilitar conforto e boa educação a seus filhos, eram incentivadores incansáveis quando o assunto era: “estudo como meio de transformação”.

Com pouco tempo de residência aqui no Rio, seu pai comprou um apartamento no bairro do Flamengo, zona sul da cidade, onde a Rô cresceu e morou por 34 anos. Na ocasião, por muitas vezes, a sua família era a única negra, no condomínio.

Com forte incentivo nos estudos como norte e meio de alcançar seus objetivos na vida, a frase, “Estuda para não depender de homem e não ter que sofrer maus tratos por parte de marido”, era como um mantra em sua casa.

Até seus 10 anos de idade, estudou na escola pública municipal 2.3.1 Deodoro, na Glória e como a qualidade do ensino já estava ficando muito baixa na ocasião, seu pai conseguiu uma bolsa de estudos com desconto num colégio particular, também no bairro do Flamengo, ali iniciou-se sua saga, mas também o seu calvário, sentiu na pele o que representava um sistema racista, cruel e opressor. Experimentou o sarcasmo, humilhação, racismo e ironia por parte de muitas das crianças do colégio. Espetáculo de crueldade.

Tudo era motivo de discriminação, deboche e muitos caiam na gargalhada. Recorda-se que no colégio, foi excluída de uma brincadeira pelas “coleguinhas”, baseada no seriado da ocasião, “As Panteras”, onde cada criança seria uma personagem, porém como não tinha nenhuma personagem negra, ela não poderia participar. Com tantos episódios repetidos, não era difícil sentir raiva de si e não aceitar-se como negra.

Já cansada de tanto racismo, após uns 2 anos no colégio, tomou uma decisão interna de que ninguém mais ali iria humilhá-la, foi aí então que resolveu usar essa situação como combustível para ir muito mais além de si mesma, dar aquele sorrisinho sem sal para esconder a vergonha e a raiva que sentia, nunca mais.

Passou a ficar endurecida por dentro, começou a dar limite às crianças, a responder de igual para igual ao invés de fingir que não estava incomodada e a decidir com quem se relacionaria no colégio, desde então. Talvez não tenha sido a melhor tática, mas foi a melhor que encontrou e a única que a preservou naquele ambiente, disse ela.

Como gostava de idiomas estudou 3 deles: inglês, alemão e espanhol e nos cursos as velhas piadinhas racistas sem graça, que uma vez ou outra ocorriam.

A essa altura os olhares eram de espanto. Como podia? A cada olhar, curiosamente ela se sentia mais e mais fortalecida, determinada em estar alí e ocupar não só fisicamente, mas também energeticamente, onde quer que estivesse.

Usando o estudo como “escudo”, concluiu o ensino médio e passou para a UERJ, onde se formou como Bacharel em Ciências Estatísticas, em 1995, fez um MBA em Finanças e Gestão Corporativa plea UCAM – Universidade Cândido Mendes e em Gestão de Pessoas pela FGV – Fundação Getúlio Vargas.

Em 1997 ingressou na Fininvest, empresa do ramo de cartões de crédito, posteriormente comprada pelo banco Unibanco, como analista de crédito e de onde saiu em 2006, como Auditora Sênior, coordenando várias equipes de auditoria em âmbito nacional.

Em 2004 foi professora voluntária de uma ONG, Jr. Achievement, onde ministrou aulas de Economia Pessoal para jovens da 7a série. Para sua surpresa, foi direcionada para a escola pública, a Deodoro, onde estudou até a 4a série, na ocasião. E disse: “E lá estava eu, 25 anos depois, bem posicionada profissionalmente, como auditora de um grande banco, muito bem remunerada, viajando o Brasil todo à trabalho, alí naquela mesma escola, agora na posição de “professora”.

Ver o quanto as coisas mudaram por lá e para bem pior, a entristeceu ver jovens negros, em sua maioria de comunidades, rapazes agressivos, meninas hiper sensualizadas, sem sonhos, sem objetivos, sem referência, sem estímulo para transformarem suas realidades, sem nada.

Ela nos contou que: “Num dia super quente de verão, a turma estava enlouquecida, falando pelos cotovelos e eu então disse a eles que pararia a aula ali pq eles estavam falando junto comigo, que eu não estava ganhando 1 real pra estar ali e o que eu estava fazendo alí, era tentar ajudá-los a fazer suas vidas melhores no futuro, todos silenciaram.

 Continuei dizendo que há 25 anos atrás quem estava sentada alí, naquela carteira escolar, era eu e que eu queria saber o que eles esperavam de suas vidas. Todos ficaram me olhando com expressões que eram um misto de espanto, surpresa, alegria e admiração, aquilo me marcou profundamente. ”

 A partir daí as aulas transcorreram com muita colaboração e harmonia, uma aluna que era a mais bagunceira de todos, se tornou uma “ajudante” em tudo que era preciso fazer junto aos alunos e foi assim por todo aquele ano e alguns ainda mantiveram contato com ela por telefone, por pouco tempo, mesmo após o término do meu voluntariado nessa escola.

Foi convidada pela ONG, a ser madrinha deles na formatura, no final do ano letivo. Saiu dali pensando como poderia me colocar à serviço e essa experiência junto ao que sentiu, ficaram fortemente gravadas nela por anos a fio, nos relatou a Rô.

Em 2006 fez um concurso público para a vaga de Auditora interna, eram apenas 2 vagas na DATAPREV – Empresa de TI da Previdência Social, aprovada, atuou também na área de Gestão de Pessoas, onde começou a se apaixonar por desenvolvimento humano, decidindo aprofundar-se em comportamento humano.

Já não se vendo mais alí, tendo descoberto sua real vocação e missão de vida, pediu demissão do então emprego público, em janeiro de 2015, para tornar-se empresária no ramo de desenvolvimento humano.

Fundou o Instituto Rô Amonet – Desenvolvendo Potenciais humanos, uma empresa voltada para o autodesenvolvimento, expansão e elevação da consciência, apoiando a reconexão aos potenciais e talentos latentes dos clientes.

 

Os processos acontecem sob os formatos de treinamentos de alto impacto, workshops vivenciais, palestras transformadoras, mentoria de empreendedorismo, programas de coaching (metodologia norte-americana que conduz o cliente ao alcance de metas e resultados e assim transformando suas vidas), destinado à pessoas e empresas.

Com o racismo sofrido na infância e a experiência que obteve na ONG, imaginou de que forma poderia usar o que vivenciou e apoiar a transformação de outras pessoas, idealizou então, o Coaching da Cor – Transformando ideias em ideais, uma marca em Coaching destinada ao empoderamento e autodesenvolvimento da etnia negra.

 

Desenvolveu uma metodologia própria, que segundo ela, é a junção de mecânica quântica, no que se refere a reconstrução de sistema de crenças (programação mental) e a metodologia Coaching para dar o direcionamento a meta desejada ao cliente. Certificou-se internacionalmente como Profissional Coach, Behavioral Analist, Executive Coach, Leader Coach e Coach Financeira, pelas instituições IAC – Intl Association of Coaching, BCI – Behavioral Coaching Institute, SLAC – Sociedade Latino-americana de Coaching e SILCOACHING – Sociedade intl de Liderança e Coaching.

Como terapeuta quântica, formou-se pela THINK – Institute of Knowledge, e como Master e Wizard AVATAR pela Starés Edge Intl.

Entre seus treinamentos, um dos mais procurados atualmente, é o EMPREENDA – Faturando em Tempos de Crise, destinado a pessoas que desejam empreender, mas não se sentem aptas, acham que isso não é para ela, encontram-se estagnadas com medo de ousar, que acreditam que isso está longe de suas realidades e afins.

Ela nos informou ainda, que no treinamento de 8 encontros que acontece nas modalidades presencial e on line, em âmbito nacional, o aluno conhece mais sobre si mesmo, bem como os sistemas de crenças e os padrões de autossabotagem que o impedem de chegar lá e alcançar seus objetivos, aprende a estruturar e valorizar o seu negócio, contabilidade fiscal e fluxo de caixa, além de contar com uma gama de outras ferramentas e técnicas para o bom desenvolvimento do futuro empresário.

Para quem já tem seu negócio e quer estruturá-lo, expandir mais, aumentar o retorno financeiro, entre várias outras coisas interessantes, esse é o campeão de procura, ainda mais nos dias de crise como os de hoje.

Já estamos sabendo pela Rô, que tem muito mais a caminho, sendo formatado para o nosso autodesenvolvimento e empoderamento, uma baita oportunidade de darmos aquela virada, com quem tem tanta experiência de vida e profissional.

Ahh!! E você deve estar curioso para saber como a Rô fez para “amolecer por dentro”, por ocasião da decisão de não mais se permitir ser hostilizada no colégio, né? Então, ela nos falou que se submeteu aos cuidados de psicoterapeutas e profissionais de saúde quântica, já na fase adulta, quando pode pagar por isso. Gostou tanto do resultado, que decidiu fazer formações nessa área e ajudar pessoas nos seus processos internos.

O melhor da vida, é poder ter liberdade para manifestar e expressar a nossa essência, quem a gente realmente é, arremata ela.

Se você quiser conhecer mais sobre o trabalho de Rô Amonet, clique aqui www.RoAmonet.com.br .

E ela encerra nossa entrevista, nos dizendo o seguinte:

“Que o racismo existe, existe. Porém, nós não temos como evitar os ataques que partem dos outros, mas o que você fará com o que tentam fazer com você, é sua única e exclusiva responsabilidade.

Absolutamente ninguém tem o poder de definir em quem você se transformará ou até onde você chegará, isso cabe exclusivamente à cada um de nós. O que você deseja para sua vida? Onde você quer chegar? Assuma responsabilidade pessoal pela sua vida. Arregace as mangas e faça acontecer .”

 

Siga Rô Amonet e o Coaching da Cor nas mídias sociais:

Site: www.RoAmonet.com.br

E-mail: contato@roamonet.com.br

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Por  Amanda Martins

Graduanda em Direito na Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio,Pesquisadora em Energia no Núcleo de Pesquisas Brasil-Chile, editora, membro da Organização Carioquice Negra, escritora, cantora e compositora.

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