Jovem negro é referência no âmbito dos Iphones

Willian de Souza é o nome desse guerreiro

 

 

Jovem negro criado em Rocha Miranda desde a infância, hoje, casado e morador de Cascadura.

Atualmente trabalha na loja Ctinfo, que é uma das maiores revendedoras da Apple na Baixada Fluminense.

Quando tinha apenas 16 dias de vida, perdeu sua mãe por conta de um aneurisma, sendo assim, passou a ser criado pelos avós até os seus 12 ,13 anos, quando os perdeu também, e com mais esse acontecimento triste, começou a trabalhar aos 13 anos de idade, fazendo bicos, cortando grama, lavando carros, entre muitas outras coisas.

Aos 16 anos, ele reencontrou o pai, que após o falecimento de sua avó entrou em depressão e encontrava-se em um estado avançado do alcoolismo.

Perdeu o seu pai, quando tinha 19 anos e para se manter, resolveu trabalhar em uma Lan house, que foi o lugar que o despertou para a tecnologia e lá, ele conheceu o Rodrigo, que era dono de alguns boxes na Uruguaiana e o convidou para ir trabalhar com ele vendendo DVDs.

Por conta de uma proibição judicial, passaram a não poder vender DVDs e Rodrigo deu a ele uma bolsa com mais de 200 telefones e pediu para que ele os consertasse.

 

Solução para os iphones

Ele nunca tinha aberto um telefone na vida, mas com empenho foi se habituando e indo muito bem. Em função disso, Rodrigo o chamou para trabalhar em sua loja dentro do Shopping Info na Barra, que foi o lugar que ele teve contato direto com Iphones e produtos da Apple.

Em dois meses, o nome dele passou a ser o mais falado em soluções para iphones, e isso despertou o interesse do dono da autorizada da Apple, que o contratou.

Desde então, são seis anos de atuação na área, fazendo serviços extras para os amigos que não tem condições de realizar o conserto na autorizada.

A internet aumentou a divulgação de seu trabalho e com a ajuda do Thiago Carvalho, que o apresentou a alguns artistas e que com a divulgação que eles fazem, o trabalho dele intensificou, tendo o diferencial de atender em casa.

 

“Eu não lembro de nenhum ataque racista direto, mas não tem como não perceber o olhar, a desconfiança, principalmente com os clientes do trabalho, mas quando eu estava desempregado eu mandei meu currículo para uma loja que prefiro não mencionar o nome, com todos meus dados e experiência, a gerente dessa loja praticamente me contratou por e-mail e me chamou pra uma conversa, quando cheguei para conversar ela quase que por mágica disse que a vaga era para aux de Serviços gerais e não para técnico, óbvio, e-mail não tem foto. Temos que ter cuidado, pra mim tem que ser nós por nós, mas da forma certa, correndo atrás, se formando, levando o diálogo a quem não estudou, mostrando nosso valor pra quem não tem acesso à internet.”

 

Por  Amanda Martins

Graduanda em Direito na Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio,Pesquisadora em Energia no Núcleo de Pesquisas Brasil-Chile,editora, membro da Organização Carioquice Negra,escritora, cantora e compositora

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