A engenheira Thainá Barbosa inspira a comunidade negra a ocupar espaços

 

Engenheira negra sim!

 

 

Thainá Barbosa é moradora da Praça Seca, zona oeste do Rio de Janeiro.Sua família é formada pelos seus pais.Mulher negra,  Engenheira e Técnica em Química.A guerreira busca superar os desafios da vida sendo melhor a cada dia que passa.Servindo ao próximo, construindo a vida com fé e trabalho intenso.

Desafios e negritude

Segundo a Thainá Barbosa, vence os desafios pelo desenvolvimento de uma autoestima saudável, perseverança, luta e autoconhecimento.Menciona que os maiores desafios da juventude negra é a luta contra o preconceito, a dificuldade de se inserir no mercado de trabalho, a auto aceitação valorização, construção da identidade e autoestima.

Thainá acredita que todos os negros podem e tem muito a agregar na luta contra o racismo.Alguns atuando de forma mais incisiva e outros não.Mas cada um ao seu modo, fazendo a sua parte, do jeito que lhe for mais viável. A engenheira menciona sua representatividade no ambiente em que trabalha:

” Por ser mulher negra, no meu local de trabalho (estritamente masculino e com minoria negra), a minha presença representa a capacidade do negro em atuar nas diferentes áreas profissionais e da sociedade, apesar de não gozarmos das mesmas oportunidades.”

 

 Thainá e a representatividade

“Recentemente em um evento sobre a mulher negra, tive o privilégio de conhecer Dra. Ivone Caetano, primeira desembargadora negra do Brasil, poderia citá-la como referência de representatividade por sua história de vida e posicionamento frente aos obstáculos existentes devido a sua raça. Outro grande nome que me vem a memória é Martin Luther King, conhecido por lutar pelos direitos sociais das mulheres e negros, como o boicote às empresas de ônibus da cidade de Montgomery para pressionar o governo a acabar com a discriminação que havia contra os negros no transporte público dos Estados Unidos. Nomes como esses são importantes porque se tornam figuras de liderança para nós negros, modelos de luta e exemplos a serem seguidos.” Menciona, Thainá Barbosa.

A rainha Thainá deixa sua mensagem para a comunidade negra:

“Atualmente tenho visto muitos irmãos buscando caminhos equivocados para o seu empoderamento, aliás essa palavra foi perdendo a força a partir do momento em que ela se torna sinônimo de monossemia, em que apenas o grupo pode falar sobre si mesmo e tem poderes sobre os demais. Precisamos de uma construção interna de fortalecimento endo-cultural-político e não posse e subjugação do outro, o que foi e continua sendo feito com nossos irmãos. Empoderar-se passou a ser não o autoconhecimento e fortalecimento existencial do grupo, mas a imposição exterior sobre qualquer outro. Vejo que temos que entender que apesar das tentativas diárias de nos manterem cativos e em escravidão, através de olhares, portas fechadas, atitudes sutis e não sutis e falas, existe algo pior, e é quando a nossa própria mente nos cativa, nos prende. O meu desejo é que o verdadeiro empoderamento aconteça através do autoconhecimento, da aceitação, da transformação de autoimagem e da valorização das nossas origens.”

 

 

Por Amanda Martins

Graduanda em Direito na Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio, Pesquisadora em Energia no Núcleo de Pesquisas Brasil-Chile, Editora, membro da Organização Carioquice Negra, escritora, cantora e compositora

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